
Há lágrimas que dizem aquilo que sou, que reflectem o que eu não quis ver, que saem quando eu menos espero e agarram-se completamente ao passado. Há aquelas que eu deito cá para fora, que me fazem sentir livre de mim mesma, que roubam o que eu nunca guardei de forma justa dentro de mim e que mostram caminhos que eu abdiquei. Abandonam o mundo delas, saem cá para fora, sem como nem porquê; e são capazes de voltar e trazer com elas aquilo que só eu, em outros tempos, deixei para trás. Sou eu que acabo por sentir se é algo real ou se simplesmente criou ali uma memória que agora para nada me serve, apenas sugere um novo capítulo, desta vez sem guião, sem estereótipo de personagem, onde quem diz a primeira fala sou EU.